Não me apetece escrever.
ODEIO quando me acontece.
Mas hoje é um desses dias chatos e irritantes em que não me apetece escrever. Olho para o teclado, para cada tecla e não me apetece escrever.
Não que até não tivesse algo para dizer, e aí está o meu problema. A toda a hora, a todo o momento tenho algo que quero partilhar. Por palavras. Ideias, pensamentos, momentos. Os que me conhecem sabem que sou a verdadeira tagarela! Dêem-me um milímetro de corda e quando se derem conta já se passaram 7 horas, já passeamos pela cidade, lanchamos, fizemos compras, jantamos e ainda estamos em amena cavaqueira! (right you?? ;p )
Falo falo falo e no fim do dia não me apetece escrever! Esgotei as palavras? Nop. Esgotei as ideias? Hell no!
Então porque não escrevo?
Muitas das vezes dou por mim sem vocabulário para exprimir o que passa pela cabeça, alma, o que lhe queiram chamar… É tanto… e tão… e… percebem?
Depois de tanto tentar desisto e acabo por dizer “não me apetece escrever”…
MENTIRA! Quero! “Só” não encontro palavras…
Em vez disso encontro o que sinto, a saudade que tenho, o sentimento, o ser, que a meio de um vaguear cerebral chega sem se anunciar e se apodera de mim – Tu.
E agora já não há palavras, já não há ideias. “Só” Tu. E não me apetece escrever…
(S/T)
Em cada palavra que lês,
em cada página que viras
há toda uma história
que se desenrola na minha mente.
A cada passo teu,
a cada caminhada que percorres
há todo um percurso que contigo vivi.
A cada olhar,
a cada toque
há tudo o que não consigo descrever,
tudo o que é, sem o ser, demais para descrever.
A simplicidade dos momentos envolve-nos e liberta-me de tudo o resto.
Por um momento somos só nós.
Até que tudo recomeça:
uma palavra;
um olhar;
um toque; e sou tua,
a cada momento
a cada dia,
eternamente.
Contos do Meu Quicas
“Seria um dia como qualquer outro, não fora nada se passar de importante. O tempo, as árvores, as gentes, tudo parecia igual: era um dia mais, ou menos, conforme o ponto de vista – e que diferença faria!
Na aparente quietude, um gesto, um sorriso, um olhar, algo que pudesse fazer a diferença, nada: em vão a procura, a impaciência do murmúrio ou o total silêncio, o arrepio face ao imprevisto – afinal, não era outro dia?! – nada. Preparado para enganar o devir, instalado no espanto e na incerteza, dei por mim a pensar que, enfim, algo poderia acontecer nesse dia e eu, ainda mais espantado, podia ser parte do acontecimento: bastaria regressar de onde andava, estar no momento que me passava ao lado, fazer perto de mim o longe da ausência… e ser.”
Este é um pequeno Conto de alguém que é parte de mim. Este Carmo que me fez Carmo, que me ensinou a escrever, que me ensinou a ser.
Um beijo muito especial ao meu Quicas! E visitem-no, especialmente neste seu Cantinho de Contos Soltos que tanto, SEI-o, apreciarei : )
Fado
(FATUM)
Tudo não passsou de um sonho…
[David Fonseca - It's Just a Dream]
Mas que sonho seria este em que toda a magia e encanto que a ele e prendem o tornam assim tão real?
Que sonho será este que goza e faz pouco das sensações e nos ilude de tal forma?
Os cheiros, as cores, os sons
Conversas perdidas em ambientes de festa
Gargalhadas soltas entre correrias infantis
Uma brisa que se solta a cada onda, a cada envestida do mar
E lá no alto
Serena e bem-posta
A Feiticeira Lua tudo vê
Tudo concede, tudo transforma
Num sonho.
Tudo é possível num sonho.
Mas… e porque há sempre um mas…
Tudo não passou de um sonho.
No meio da Chuva

[David Fonseca - Dream in Colours]
Renovo-me,
transformo-me,
completo-me.
Na companhia ideal,
a banda sonora perfeita
e a chuva que me encharca por fora
e me lava por dentro.
Palavras que perduram,
sons que não acabam,
momentos eternizados,
sonhos materializam-se a cores,
saudades que ficam.
No meio da Chuva…
Quero
[Passou Por Mim e Sorriu - Deolinda]
Quero sentir a brisa,
quero ser eu,
quero voar,
voar no mundo que é meu,
quero ter-te eternamente aqui,
quero ser para sempre assim,
para sempre tua,
para sempre eu,
para sempre “mariposa”,
para sempre pintar com todas as cores
os momentos que nos marcam
que te fazem sorrir,
me fazem sorrir,
me preenchem.
Quero sentir-me assim,
ao teu lado, coração palpitante,
borboletas no estômago,
para sempre.
E sei,
“sei que o amor é curto e deixa mossa,
mas quero voar por favor…”
Mãe
[Just Breathe - Pearl Jam] – a letra diz tudo… ^^<3
“Com três letrinhas apenas
Se escreve a palavra MÃE
Que é, embora das mais pequenas,
A MAIOR que o mundo tem…”
“Mãe há só uma”,
passam a vida a relembrar-mo.
Por ela escrevo hoje,
mas não só.
Escrevo pela Mãe que antes dela veio
que me deu a mim uma também.
Que me fez rir um dia,
que me deu um coelhinho de estimação,
que me sentou ao colo e disse,
“guarda a tua mãe, pois como ela
não há mais ninguém”.
Para sempre na minha memória ficaste,
no meu rosto, nos meus traços,
nos olhos verdes “da avó Alice”.
E para sempre, o nosso “pacto”,
ainda que sem grande espalhafato,
se manterá vivo, forte e bem.
À Mãe da minha Mãe,
a avó que sempre me “olhou de maneira diferente”,
que me deu a Mãe que tenho,
um obrigada especial.
À Mãe que me viu nascer,
um obrigada ainda maior,
por me deixar respirar,
e dar um mundo onde crescer.
Lisboa que me quer
Perdida nessas calçadas
revejo os passos perdidos
dos que vieram antes de mim.
Iluminados por esta luz,
Impregnados deste aroma,
Embrulhados no reboliço
e nas melodias da cidade,
momentos transformam-se em memórias de uma vida
em saudades de tempos futuros e,
por segundos,
sinto que pertenço,
que sou,
que vivo.
É aqui,
nesta Lisboa que me quer
que espero,
eternamente,
por ti.
O Grito
Acabou-se.
Acordei e o pesadelo acabou-se.
Abro os olhos e vejo tudo, sem barreiras.
Penso e as palavras saem, sem medo.
Caminho a passos soltos, marcados
como um soldado determinado,
com sentimento
e sinto tudo, sem perseguições.
O sussuro já não existe neste mundo,
não por força do medo.
Agora é o grito da revolta,
o Grito que ecoa por toda a parte.
“Liberdade!”
[Grândola Vila Morena - Zeca Afonso]
—
Ps- Obrigado Pais por lutarem por nós.
Que os ideais desses tempos não tenham sido esquecidos…
Cravos vermelhinhos de esperança e força para todos
Tomorrow…
Another sun sets
Memories fade in the horizon
And I remain
Not the same
Not alone,
for all the moments shared
the good, the bad and the ugly
will forever be ours.
The only hope stays with the hope of tomorrow
A different Tomorrow
One that will stay no matter de Past we build
One that will forever be present
And where goodbyes,
no matter how feeble,
will exist no more…
[Tomorrow Never Dies - Sheryl Crow] – das únicas dela que se aproveita…
No princípio…
Nunca percebi muito bem onde começou. Onde comecei. Onde começa o que quer que seja. A fonte do que me rodeia transcende-me e vivo bem com isso. Vivo bem sem saber. E no entanto quero sempre saber mais. Procuro sempre mais. Vivo sempre mais, na eterna esperança de me descobrir. porque nunca sei muito bem a que “mundo” pertenço. Nunca sei muito bem quem sou no meio “disto tudo”.
Para haver um princípio é porque haverá também um meio e um fim.
Tudo, segundo consta, é assim.
Proponho-me, então, por meio de palavras soltas, imagens perdidas e bandas sonoras achadas, tentar saber um pouco mais e preencher o “meio” o mais possível antes desse “Fim”.
Enjoy the ride ^^



![[Lost Look]](http://ipt.olhares.com/data/big/173/1732776.jpg)





![[When there's no sun to set...]](http://lostefound.files.wordpress.com/2010/04/when-theres-no-sun-to-set1.jpg?w=590)


