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Back.

 

I’m back… Back to a time and place that, somehow, fortunately or not, makes sense… Non-sense. I can’t travel in time. Can I?

Can I be a part of the present feeling back in the past? Is it possible to live a future lived years ago? Is it possible to be your own ghost? Or am I alive again, woken up from a dream (?) that lasted so long that time got lost in it self?

Random thoughts, Random Non-sense that somehow, fortunately or not, makes sense. Non-sense.

 

Sound Track – What Sound – Lamb

 

JC*

“Como é que se Esquece Alguém que se Ama?”

“Como é que se esquece alguém que se ama? Como é que se esquece alguém que nos faz falta e que nos custa mais lembrar que viver? Quando alguém se vai embora de repente como é que se faz para ficar? Quando alguém morre, quando alguém se separa – como é que se faz quando a pessoa de quem se precisa já lá não está?
As pessoas têm de morrer; os amores de acabar. As pessoas têm de partir, os sítios têm de ficar longe uns dos outros, os tempos têm de mudar Sim, mas como se faz? Como se esquece? Devagar. É preciso esquecer devagar. Se uma pessoa tenta esquecer-se de repente, a outra pode ficar-lhe para sempre. Podem pôr-se processos e acções de despejo a quem se tem no coração, fazer os maiores escarcéus, entrar nas maiores peixeiradas, mas não se podem despejar de repente. Elas não saem de lá. Estúpidas! É preciso aguentar. Já ninguém está para isso, mas é preciso aguentar. A primeira parte de qualquer cura é aceitar-se que se está doente. É preciso paciência. O pior é que vivemos tempos imediatos em que já ninguém aguenta nada. Ninguém aguenta a dor. De cabeça ou do coração. Ninguém aguenta estar triste. Ninguém aguenta estar sozinho. Tomam-se conselhos e comprimidos. Procuram-se escapes e alternativas. Mas a tristeza só há-de passar entristecendo-se. Não se pode esquecer alguem antes de terminar de lembrá-lo. Quem procura evitar o luto, prolonga-o no tempo e desonra-o na alma. A saudade é uma dor que pode passar depois de devidamente doída, devidamente honrada. É uma dor que é preciso aceitar, primeiro, aceitar.
É preciso aceitar esta mágoa esta moinha, que nos despedaça o coração e que nos mói mesmo e que nos dá cabo do juízo. É preciso aceitar o amor e a morte, a separação e a tristeza, a falta de lógica, a falta de justiça, a falta de solução. Quantos problemas do mundo seriam menos pesados se tivessem apenas o peso que têm em si , isto é, se os livrássemos da carga que lhes damos, aceitando que não têm solução.
Não adianta fugir com o rabo à seringa. Muitas vezes nem há seringa. Nem injecção. Nem remédio. Nem conhecimento certo da doença de que se padece. Muitas vezes só existe a agulha.
Dizem-nos, para esquecer, para ocupar a cabeça, para trabalhar mais, para distrair a vista, para nos divertirmos mais, mas quanto mais conseguimos fugir, mais temos mais tarde de enfrentar. Fica tudo à nossa espera. Acumula-se-nos tudo na alma, fica tudo desarrumado.
O esquecimento não tem arte. Os momentos de esquecimento, conseguidos com grande custo, com comprimidos e amigos e livros e copos, pagam-se depois em condoídas lembranças a dobrar. Para esquecer é preciso deixar correr o coração, de lembrança em lembrança, na esperança de ele se cansar.”

 

Miguel Esteves Cardoso, in ‘Último Volume’

 

 

O Problema maior é: e aqueles que não querem esquecer?…

 

J.C.

Só falta a América

Já fui ver aviões, já levantei vôo.
Já fui ao porto ver navios.
Já vi automóveis, avenidas.
Já fui à Lua e já me deram a Lua.
E se formos bem a ver as coisas, só me falta a América.

Mas ainda há esperança! E se não for à América só espero que ela venha até mim…

Voltas e Voltas

Como uma criança que encontra num rodopio uma diversão, o mundo gira sem parar…

Cada dia se faz e passa. Cada vida se faz e passa. Cada sonho se faz e passa.

Mas então, o que fica? o que pára e permanece?

Sinto-me zonza com todo este rodopiar. Tudo há em meu redor é luz, sons, imagens, pessoas em constante movimento, por mínimo que seja.

Não há pausa, não há estável. Tudo se move, nada fica.

Quero paz. Quero parar…

Fecho então os olhos e tudo desaparece.

Quando os abro tudo é diferente, nada parou.

Estou perdida. Estou perdida e o mundo dá Voltas e Voltas. Ju***

 

 

Este foi escrito a 27 de Janeiro de 2009, mas  volta a fazer todo o sentido… Continuo sem perceber o porquê destes ciclos, viciosos, traiçoeiros… Estou cansada e já nem consigo pensar (ainda que seja a única coisa que não consigo parar de fazer…) Não sei. Não sei.

Ju…

Marcas


Marcas que ficam para trás,
Que deixam rasto,
Que relembram,
Que doem,
Que fazem sorrir,
Que fazem chorar...

Que dão Saudade...
Ai que Saudade,
Ai que marcas,
Ai que momentos,
Que passados,
Presentes e Futuros...

Marcas que ficam,
Que guiam...
Marcas que MARCAM
marcas que moldam,
marcas que (ME) mudam.

Marcas de Vida!
Tenho-as, guardo-as, revivo-as...
Marcar-me-ão sempre.

----

Postado aqui com o aval da Steffie e do Quicas ^^ <3

À minha S

Nota a nota,

tecla a tecla,

há uma memória que se solta,

que se eleva,

que se apodera de mim!

Danço na melodia do passado

que saudade me trás

e ânimo deixa.

Lembro-me do início.

Lembro-me do calor das tardes,

dos reflexos, dos clicks,

dos passos, das palavras

e penso que sou feliz!

Sou feliz por te ter como Amiga.

Por te ter conhecido.

Por estares SEMPRE aqui para mim.

Nessa “Empatia” que criamos,

nesse mundinho só nosso,

de devaneios, de pensamentos,

foste deixando palavras que

ainda hoje me consolam,

enchem-me a alma e assim pertenço!

Pertenço ao mundo!

Pertenço a ti,

pertenço a quem me quer bem,

pertenço-me e sou feliz.

Por isso não há “Empatia”s que cheguem;

não há teclas, notas que o consigam tocar.

Existe apenas uma palavra que o pode (tentar!) resumir:

OBRIGADA.


—–

À minha Twin, amiga de todas as horas! Porque também merece ser aqui homenageada :) e pela honra que é conhecer-te. <3

O Teu Olhar…

O teu olhar tem o seu quê de verdadeiro que me inspira.
É calmo e sonhador, infantil, por vezes. Como vivesse submerso numa utopia de esperança que só vê luz e cor.

É esse teu olhar que me dá paz, que me acalma, que me faz sorrir.
Há tanto num olhar teu. Consigo-me perder na imensidão do fantástico desconhecido quando te olho, como se tivesse viajado numa máquina do tempo que me leva para lá deste mundo, desta realidade. Para além da minha realidade. A tua realidade serena-me.

Sou diferente quando te olho, quando me prendes com o teu olhar.

Mas nem tudo é inocente nesses teus olhos. Há tanto de humano e real como de utópico. E, de certa forma, é essa mistura invulgar que me atrai, que me cativa e apaixona.

És invulgar de uma forma tão particular e especial como o teu olhar. És um mistério constante. Uma aventura em cada “blink of an eye”, em cada piscar de olho… E cada novidade, cada novo olhar é mais e mais tudo que o anterior.

Perco-me e encontro-me, tudo num piscar dos teus olhos. A cada olhar teu o meu mundo transforma-se.

Eu transformo-me e cada vez mais vivo no teu olhar.

[5 de Março de 2009]

——————————–

Porque há “coisas” que nunca mudam… <3

Perdoem-me os que já o tinham lido, mas por força do meu sentir precisava de me aproximar deste dias, destes tempos.

Meu PAI

Filósofo e contador de histórias

Parceiro de estudo (da vida)…

Tanto me cantas

quanto desafinas!

Tanto me embalas

como me acarinhas.

Nunca me deixas,

sempre protector,

sempre presente.

Sempre.

No bom, no mau,

no que não devia ser vivido por ninguém!!!,

na maior das dores,

na maior das perdas

eras TU, meu Pai,

que estavas comigo…

Sempre.

 

Fazes-me rir

com esse teu humor tão peculiar:

inteligente e perspicaz,

sempre no teu canto…

Nada te escapa!

 

És omnipresente na minha vida;


Na minha alma,

na minha memória;

Passado! Presente! E Futuro!,

ajudas-me a escrevê-los

como Eterno JOVEM Sábio que,

A VIVER!!! (e que vida a Tua!…),

aprende, constrói,

ensina, AMA.

 

És meu Pai.

E serei sempre a tua “Pisca”,

Orgulhosa do Exemplo que tem.

___

Beijo abraçado com “impostorice!!!”, costumas tu chamar-lhe, mas que só eu te dou :’) <3

Obrigada por TUDO meu Pai. Pelas confidências que só a ti fiz, faço e farei… Obrigada, pelos abraços, pelos mimos, pelos “ralhos”… Obrigada pelas Lágrimas… Tu bem sabes quais… Um eterno e sentido OBRIGADA PAI! :’)

Amo-te <3

Ps – só para ti :P porque sei que “adoooras”, Quicas! ;) Catterpillar – Miley and Billy Ray Cyrus

Medo…

A cada passo te leva o vento.

A cada respirar TE sinto mais longe…

O que faço?!

Como o impeço?!

Nunca o senti assim.

Nunca o vivi com tal fervor,

com tal angústia…

Oiço o tic tac corrente do relógio.

O MEDO aumenta,

a angústia magoa,

a saudade MATA!

Não te quero perder!

Não te quero esquecer!

Oiço os teus leves passos no corredor,

a tua “conversa” comigo através da porta envidraçada;

o teu som que me embala,

o teu olhar que me cuida…

Pedaços de ti que a minha memória guarda.

Fico mais calma com a tua imagem em mim,

guardada no meu peito para que nunca me deixes!

Para que nunca te esqueça!

És parte de mim.

Sempre o foste e sempre o serás!

Minha guardiã, meu bebé,

minha princesa, meu ronron…

Para sempre, JURO!

Afasto o medo com a lembrança de ti

e SEI que para sempre viverás

bem pertinho, junto de mim…

—-

Porque a dor não diminui e a saudade… a saudade essa só aumenta… para o meu anjinho, para a minha Guida. <3

A Piece of my Heart…

Entraste de rompante na minha curta existência há 16 anos…

No tapete onde me deitava refastelada a ver-te rebolavas enrolada num novelo que se tinha tornado a tua maior presa. E foi assim que te tornaste Guida Maria a rainha da minha vida. Sempre dona e senhora do teu território, comandavas todos os que neles se passeavam. Teus humildes servos nos tornamos, embevecidos pelos momentos de ternurento ronronar que nos proporcionavas, logo seguidos de uma rápida patada com nos olhavas com o teu look de “já chega, já me estás a desalinhar o pêlo”…

Cada vez mais crescida, cada vez mais autoritária, adoptaste-me como tua ama… papel que sempre honrada, sempre enternecida e babada desempenhei. Ai de quem ousasse (e ouse!) dizer mal do meu bebé! ^^ Guida Felina, Guida Maria!, Guida Tigresa…

O teu ronronar… ai o teu ronronar… bem no meu pescoço, no meu colo, como gostavas de adormecer… a tua companhia, como se fosses a minha sombra! para todo o lado! até para o banho :)

Cada lágrima que secaste, cada mimo que me deste, a companhia que me fizeste… momentos só nossos que para sempre vão ficar…

Foste tanto! És tanto!!! E para sempre SEMPRE o serás… nunca te vou esquecer… imortalizada em fotos, em videos, em clips de som… Mas para sempre no eu coração.

A minha bebé. Insubstituível! My little guardian angel… A MINHA Guidinha…

02/03/1995 – 11/03/2011 – Forever Missed, Never Forgotten, Eternally Loved… <3

“É Triste a Despedida – Papuça e Dentuça” <3  =’(

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